Lucre com a crise: conheça a estratégia halter

A crise de 2008 foi um evento de proporções antes nunca vistas. Centenas de instituições financeiras foram à bancarrota, milhares de investidores quebraram e o PIB mundial diminuiu quase 2%, de acordo com dados do Banco Mundial. Em meio aos escombros, um homem passava incólume: o estatístico libanês Nassim Nicholas Taleb.

Não foi a primeira crise pela qual Taleb não foi afetado, na verdade, foi justamente em uma grande crise que Taleb fez sua fortuna. Numa segunda-feira, dia 19 de outubro de 1987, a bolsa de Nova Iorque cairia mais de 20%, maior queda registrada em um único dia na história da bolsa. O episódio ficou conhecido como segunda-feira negra e ainda hoje suas causas não são conhecidas ao certo.

À época culparam o trade automatizado, feito por computadores, porém a participação destes agentes no mercado só cresceu desde então, sem que esse evento se repetisse. Após o ocorrido as bolsas passaram a implementar sistemas de circuit breakers, suspendendo negociações em momentos de alta volatilidade.

O que Taleb fez?

Em entrevista ao portal Bloomberg, Taleb explica o que fez com que ele lucrasse dezenas de milhões de dólares enquanto outros traders quebravam: ele utilizava a estratégia halter, apostando pequenas quantias em investimentos de altíssimo risco porém com um potencial de retorno absurdo.

Enquanto o mundo todo se focava em ações, Taleb apostava em opções de moedas: “Tínhamos opções dólar/iene que havíamos comprado por US$10.000 sendo vendidas por 17 milhões”, recorda.

Ao arriscar uma pequena parcela de seu capital em ativos de extremo risco e apostando em cenários com pouca chance de se concretizarem, Taleb se expôs à chance de conseguir rendimentos extraordinários sem para isso colocar sua carteira de investimentos em risco.

Nascido no Líbano e tendo vivenciado a guerra civil que assolou o país de 1975 a 1990, Taleb foi forçado a aprender a lidar com risco desde a adolescência. Na guerra não existe risco médio: ou se está seguro em um abrigo ou então se está exposto a altíssimo risco.

Esse insight foi fundamental para o desenvolvimento da estratégia halter. Taleb acredita que não existam ativos de risco médio, isso é, os supostos ativos de risco médio na verdade são ativos de alto risco porém com um retorno médio. Essa tese é corroborada se levarmos em conta que todos os ativos de risco médio caíram durante a crise de 2008.

Assim, caso um investidor deseje obter um portfólio de risco médio, ele deve alocar a imensa maioria de seu capital (de 85 a 90%) em ativos de baixíssimo risco, como títulos do tesouro ou ouro; e o percentual restante (10 a 15%) em ativos de altíssimo risco, sem nenhum ativo de risco médio.

Dessa forma, na somatória geral o portfólio deve ter risco médio, com a maioria do capital seguro em ativos conservadores, mas ainda se expondo a valorizações exponenciais dos ativos de alto risco.

A aposta nos extremos, sem nada no meio, dá a forma de um halter, como exemplificado pela capa do livro Arriscando a própria pele: assimetrias ocultas no cotidiano, de Taleb, best-seller internacional (assim como todos os livros que já publicou, como A lógica do cisne negro e Antifrágil):

Qual passo dar para não falir?

Alguns investidores podem achar a alocação de 85 ou 90% em ativos de baixo risco uma posição muito conservadora, o que é verdade. Segundo Taleb somos extremamente ignorantes: não sabemos nem mesmo quanto não sabemos. Por isso é importante colocar a maior parte de seu capital em ativos confiáveis.

A título de exemplo: você apostaria todo seu capital ou uma boa parcela dele num jogo em que você tivesse 86% de chances de ganhar, porém caso perca perderá tudo? Ao leitor que respondeu que sim, tenho más notícias: você acaba de jogar roleta russa.

O que é fundamental para viver uma vida longa e próspera? Em primeiro lugar, sobreviver. Em segundo, não falir. Você pode perder diversas chances de ganhar muito dinheiro, outras virão.

Entretanto, caso quebre, dificilmente você conseguirá se recuperar. Por isso é necessário evitar grandes riscos com o principal da sua carteira, ainda que acreditemos que o risco seja controlado.

A forma mais fácil de se tornar um milionário é ser um bilionário com acesso a uma informação “privilegiada”, diz um ditado comum no mercado financeiro.

Porém isso não significa que o investidor deva ficar restrito aos baixos rendimentos das aplicações conservadoras. Com o percentual restante, o recomendado é que o investidor aplique em ativos de altíssimo risco. Esses ativos não terão um retorno médio: muitos deles lhe darão prejuízo, com seu valor indo a zero. Entretanto haverá ativos que terão um retorno exponencial, de 200%, 300%, 1.000% que compensarão o rendimento de todo o portfólio.

O segredo dos cisnes negros

Há ainda outro motivo para não investir em ativos de risco “médio”: eles são frágeis a cisnes negros. Cisnes negros são eventos de alto impacto e cuja previsão é extremamente difícil, por vezes até mesmo impossível.

O nome desse tipo de evento remete a uma crença antiga, só desbancada na modernidade recente: a de que todos os cisnes são brancos. Porém em meados do século XVIII descobriu-se que na Austrália havia cisnes negros, desbancando totalmente a teoria anterior.

É isso o que cisnes negros fazem: mudam completamente as crenças da sociedade, fazendo parecer em retrospecto que as coisas eram óbvias. É óbvio que poderia haver um cisne negro, assim como é óbvio que a bolha imobiliária dos Estados Unidos iria eventualmente estourar. E, no entanto, quantos foram capazes de prever esses acontecimentos?

Ninguém nega que cisnes negros ocorram, entretanto geralmente sua ocorrência é subestimada. “Eles não sabem que eventos de seis sigmas (quando ativos têm uma variação seis vezes maior do que o normal) só acontecem uma vez na vida?”, disse um colega a Nassim Taleb na segunda-feira negra.

Taleb discorda, acredita que eles aconteçam com mais frequência do que geralmente se imagina. Não é difícil acreditar que ele esteja certo, somente num passado recente tivemos a bolha imobiliária americana, a bolha da internet, o ataque às torres gêmeas e a quebra da LTCM (fundo gerido por dois prêmios Nobel de economia). No Brasil tivemos o Joesley Day: aparentemente cisnes negros acontecem o tempo todo.

Porém se cisnes negros são difíceis de serem previstos, como podemos lucrar com eles? Em primeiro lugar é necessário se proteger de cisnes negros negativos, pois eles podem arruinar seu patrimônio, te levando à falência.

Conclusão

Por isso a estratégia halter estabelece que 85 a 90% do seu capital deva estar alocado em ativos de baixíssimo risco.

Porém não perder dinheiro não é o suficiente, precisamos estar expostos a cisnes negros positivos: pense em uma ação que irá se valorizar astronomicamente caso algum evento específico aconteça, numa criptomoeda com potencial de crescimento exponencial, por exemplo.

Para esses ativos você irá dedicar de 10 a 15% do seu portfólio. Lembre-se: apesar da quantia pequena aplicada, esses são ativos capazes de ter uma valorização estupenda, portanto não é necessário alocar uma grande fatia da sua carteira.

É necessário também pensar em que tipo de ativo se deseja investir, seja com o capital conservador ou com o capital de risco. Taleb divide os ativos em três classes: frágeis, robustos e antifrágeis.

Ativos frágeis são aqueles que não são resistentes a crises, pense por exemplo em ações de uma estatal, que além de lidar com as oscilações do mercado precisa também lidar com a ingerência do governo; opções; ou o mercado de ações em geral, que costuma sofrer violentas quedas nas crises econômicas.

É verdade também que esses ativos podem oferecer rendimentos absurdos: o governo pode melhorar a gestão da estatal ou até mesmo privatizá-la, uma startup pode se tornar uma das maiores empresas do mundo, entretanto o mais normal é que startups declarem falência e estatais não tenham uma excelente performance.

Já os ativos robustos são aqueles que resistem a crises: à exceção de crises nas contas públicas, títulos do tesouro são ativos robustos, sua taxa de rendimento não irá diferir do acordado.

Há por fim os ativos antifrágeis, aqueles que se beneficiam de crises. É o caso do ouro, por exemplo: quando alguma crise econômica se instaura, boa parte dos investidores se volta para o ouro, como um navegante que busca um porto seguro numa tormenta.

Idealmente você deseja que sua carteira seja composta principalmente com ativos antifrágeis e robustos, deixando os ativos frágeis para seu capital de risco.

Há investidores que acreditam que o Bitcoin seja um ativo antifrágil, isso é, que ele se beneficie com o caos no mercado. Se isso é verdade, o tempo e a próxima crise financeira dirão.

De toda maneira, caso tivesse investido em nossa plataforma Quantum em 2017, você teria obtido um rendimento rendimento acumulado de 37,65%, fora a valorização do Bitcoin, que foi de mais de 1.000% nesse ano.

Somente esse único investimento, ainda que feito com um pequeno percentual de seu capital, seguindo a estratégia halter, seria capaz de garantir um excelente retorno ao seu portfólio de investimentos.

Dessa forma, o Quantum pode ter a rentabilidade exponencial de que sua carteira de investimentos precisa! Acesse a nossa plataforma e invista já!

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